Janeiro Branco: reflexões e dicas para cuidar da saúde mental
Você sabia que, de acordo com o Ministério da Saúde, quase 50% da população brasileira sofre de ansiedade ? Os números chamam a atenção e reforçam a importância e a necessidade de campanhas como a do Janeiro Branco , iniciativa que foi criada em 2014 pelo psicólogo, palestrante e escritor mineiro Le
Você sabia que, de acordo com o Ministério da Saúde, quase 50% da população brasileira sofre de ansiedade? Os números chamam a atenção e reforçam a importância e a necessidade de campanhas como a do Janeiro Branco, iniciativa que foi criada em 2014 pelo psicólogo, palestrante e escritor mineiro Leonardo Abrahão. Leia também: - Setembro Amarelo: abrace essa causa Antes de mais nada, é importante esclarecer que a escolha do primeiro mês do ano está relacionada ao período em que muitas pessoas refletem sobre suas vidas, fazem planos e estabelecem metas. Assim, a campanha busca incentivar as pessoas a também refletirem sobre o cuidado com a saúde mental, a fim de evitar o agravamento de problemas emocionais e promover o bem-estar psicológico. Para a psicóloga do Hospital Angelina Caron, Alissandra Lima Malvezi, a campanha vai além, porque, quando se fala sobre o assunto, se cria uma cultura de aceitação e acolhimento. “Trazer os problemas de saúde mental à tona favorece, sem dúvida, o conhecimento e a busca pelo tratamento psicológico e psiquiátrico”, acredita.Ansiedade presente entre os brasileiros
A depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25% apenas no primeiro ano da pandemia de Covid-19, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Na pesquisa Calendário da Saúde, promovida pelo Ministério da Saúde, ambas as condições são, até hoje, os problemas mais comuns. Entre os entrevistados que participaram da pesquisa, 45% mencionaram sofrer de ansiedade, com uma maior prevalência entre mulheres (55%) e jovens de 18 a 24 anos (65%). Já os que afirmam ter depressão somam 19%, sendo novamente a porcentagem de mulheres (24%) maior que a dos homens (13%).Janeiro Branco contra o preconceito e a desinformação
Outra pesquisa, desta vez do Instituto Cactis, em parceria com a AtlasIntel, indica que 55,8% das pessoas diagnosticadas com transtornos nunca buscaram ajuda profissional. Psiquiatras atribuem o fato ao preconceito e à desinformação em relação às doenças
Buscar a ajuda profissional é essencial para cuidar da saúde mental
Alissandra acredita, no entanto, que ações como o Janeiro Branco e a crise da pandemia da Covid-19 têm contribuído para mudar essa realidade. Para ela, houve, sim, um aumento na percepção da área de saúde mental, o que vem se traduzindo na maior busca por profissionais.
“Para se ter uma ideia, o número de consultas com psiquiatras subiu de 3,4 milhões para 4,9 milhões - um aumento de 44,5% em cinco anos. O aumento do acesso a campanhas como o Janeiro Branco tem exercido um papel fundamental na criação de diálogos e na desestigmatização de doenças mentais”, reforça.