Cirurgia Cardíaca Pediátrica

Cuidado cirúrgico das cardiopatias na infância

O serviço de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do Hospital Angelina Caron integra equipes especializadas em cardiologia, cirurgia cardíaca, pediatria e terapia intensiva neonatal e infantil, oferecendo cuidado multidisciplinar para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças cardíacas congênitas e adquiridas desde o período gestacional até a adolescência.

Com tecnologias modernas de imagem e monitoramento fetal, o hospital identifica alterações cardíacas ainda na vida intrauterina, incluindo arritmias e malformações estruturais, permitindo planejar intervenções, definir condutas seguras no parto e oferecer suporte imediato ao recém-nascido. Os procedimentos variam desde correções minimamente invasivas até cirurgias cardíacas complexas, incluindo, em casos criteriosamente selecionados, a cirurgia cardíaca robótica.

Condições tratadas

O serviço atua no diagnóstico e tratamento de diversas cardiopatias congênitas e adquiridas, incluindo:

  • Comunicação Interatrial (CIA) e Comunicação Interventricular (CIV) — defeitos no septo cardíaco que, quando significativos, exigem correção cirúrgica
  • Tetralogia de Fallot — complexo de quatro alterações cardíacas que requer reconstrução anatômica
  • Transposição das Grandes Artérias (TGA) — condição grave com indicação de cirurgia corretiva precoce
  • Coarctação da Aorta — estreitamento da aorta tratado por cirurgia ou intervenção endovascular
  • Persistência do Canal Arterial (PCA) — comum em prematuros, com tratamento percutâneo ou cirúrgico
  • Anomalias de válvulas cardíacas — estenoses e insuficiências que comprometem o funcionamento cardíaco
  • Arritmias complexas — com indicação cirúrgica em casos selecionados
  • Cardiomiopatias e miocardites — avaliação e tratamento de condições que afetam o músculo cardíaco

Dúvidas sobre cirurgia cardíaca pediátrica

Cardiopatia congênita tem cura?

Depende do tipo e da complexidade da malformação. Muitas cardiopatias congênitas têm correção cirúrgica definitiva, especialmente quando tratadas precocemente — como a comunicação interatrial, a persistência do canal arterial e a coarctação da aorta. Outras condições mais complexas, como a tetralogia de Fallot, exigem reconstrução anatômica e acompanhamento cardiológico ao longo da vida, mesmo após a cirurgia. O prognóstico depende do diagnóstico precoce, do tipo de cardiopatia e da qualidade do tratamento.

Por que o diagnóstico ainda na gestação é importante?

Identificar uma malformação cardíaca antes do nascimento permite planejar toda a assistência ao parto e ao recém-nascido com antecedência. Isso inclui definir o local mais seguro para o parto, garantir a presença de equipes especializadas na sala, programar intervenções imediatas quando necessárias e orientar a família. Bebês com cardiopatias graves diagnosticadas no pré-natal têm significativamente mais chances de desfechos favoráveis do que aqueles diagnosticados apenas após o nascimento.

O que é cirurgia cardíaca robótica e ela é segura em crianças?

A cirurgia cardíaca robótica utiliza um sistema robótico controlado pelo cirurgião para realizar procedimentos com maior precisão e por incisões menores do que as cirurgias convencionais. Em pediatria, sua aplicação é restrita a casos criteriosamente selecionados, considerando o porte da criança, o tipo de cardiopatia e as evidências científicas disponíveis. Quando indicada, pode contribuir para menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida, sempre com foco na segurança do paciente.

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Prêmios e Reconhecimentos

Center of Excellence – SRC
FBAH — Federação Brasileira de Administradores Hospitalares
Validated Organization – CAF International
I-REC Standard
Prêmio Excelência da Saúde
Hospitais Saudáveis
Cultura Ética – Selo Ouvidor Digital
Selo SESI ODS 2022